Nem tudo é racismo e homofobia

Congresso promulga Convenção Interamericana contra o Racismo | Agência  Brasil

Nem tudo é racismo e homofobia. Hoje em dia está muito complicado e até perigoso se posicionar sobre alguns temas. Minha área de atuação como artista ou profissional liberal nada tem a ver com minha posição social, ideologia política e opção sexual.

Contudo, como pensador quem se atreve a dizer o que pensa sobre os temas em voga?: Homofobia, racismo, extremismo político que ocorre no Brasil atual, ou sobre o fato de que a sociedade não aceita discutir com serenidade e postura moral estas questões, sem partir para a agressão, seja verbal ou até física.

Chamo a atenção dos senhores, e isto faço com todo respeito, apenas pra citar um fato histórico. Como artista, tenho verificado um fato que não há como alguém negar, pois há registro disso que falo. Houve um tempo, creio que há duas décadas, em que muitos artistas que se encontravam no ostracismo optaram em mudar de religião, ou até assumir publicamente que se convertera em evangélicos, e que também passariam doravante a cantar apenas músicas gospel. Foi um êxodo impressionante pelo número de artistas que fizeram isso. Todavia não houve assim tanta discussão sobre este fato.

Hoje acontece algo muito semelhante. Falo hoje, mas isso já vem ocorrendo há mais de 10 anos, na verdade. Muitos artistas estão fazendo outro caminho, com a mesma exposição midiática. Artistas que não tinham muita visibilidade, como obtiveram depois da revelação pública da sua mudança repentina de opção sexual, não raro se pronunciando em público, em alto e bom som, que são gays.

Quero dizer com isso que há espaço para se discutir estes fatos históricos com sinceridade, sem o apelo emocional que não raro ocorre nas tribunas onde se dão vozes a esses temas. Falta de fato pensadores que digam, e provem que estão acima dessas discussões acaloradas, e que de verdade se importem em apontar as falhas dentro de todas essas ideologias, que sejam pelo direito legal das minorias com uma voz isenta de preconceito racial, étnico ou politico.

Sobre os artistas que hoje fazem coro em gritar, antes de mostrar sua própria arte, que são gays, há, sobretudo a preocupação em dizer antes de mais nada qual é a sua opção sexual, parece que com isso atraem para si uma legião de fãs da mesma opção sexual. Não sei se estou certo, aceito correção nesse caso, creio que há um código de honra ou de ética entre eles, o de valorizar apenas a arte que for produzida por artistas gays..

Está implícita minha motivação intelectual, para alguns. E explicita para outros que forem capazes de aceitar discutir os temas aqui propostos. Estes, como eu, sabem que nem tudo é racismo, xenofobia ou homofobia, existe uma área cinza a ser explorada, basta que se admita sair do centro das discussões e estudar estes fatos de forma justa, com verdadeiro caráter intelectual.

Evan do Carmo 01/07/2021

@evandocarmo

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