jesus x sócrates

foto da internet.

Jesus e Sócrates são os maiores instrutores morais e espirituais da humanidade, cada um no seu próprio tempo, com uma sapiência incomparável.

Sócrates diz que para nos tornarmos sábios, antes devemos buscar, a qualquer custo, conhecer a nós mesmos.

(…) Conhece a ti mesmo(…). “O aforismo do grego antigo “conhece a ti mesmo”, também comumente encontrado em português na forma “conhece-te a ti mesmo”, é uma das máximas délficas e foi inscrita no pronau do Templo de Apolo em Delfos de acordo com o escritor Pausânias”

O que esta frase indica, é que nós precisamos antes de mais nada, sobretudo antes de querer ensinar aos outros alguma coisa no campo da moral-espiritual, devemos ter consciência do que somos, e isso implica saber quem somos, a ponto de prever nossas próprias atitudes, uma vez que formos expostos a circunstâncias difíceis.

Conhecer a nós mesmos tem muito mais envolvido do que parece. Tem relação direta com nosso autodomínio, saber do que somos capazes, antes de viver certas situações, especialmente para quem se preocupa com a sua reputação, e com o modo que é visto por outros, isto pode ser a chave da sabedoria prática.

Importante ressaltar que esta filosofia atribuída a Sócrates pode ser questionada, sobretudo a sua autoria. Contudo é o que temos do Sócrates histórico rabiscado por Platão.

Jesus, por sua vez, histórico ou bíblico nos deixou algo semelhante, concernente à moral espiritual. Ele Disse:

(…) Por exemplo, quem de vocês, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula a despesa, para ver se tem o suficiente para completá-la?  Senão, ele lançará o alicerce dela, mas não conseguirá terminá-la, e todos os observadores começarão a zombar dele,  dizendo: ‘Este homem começou a construir, mas não conseguiu terminar.’ Ou que rei, antes de marchar para guerrear contra outro rei, não se senta e se aconselha para ver se consegue com 10.000 soldados enfrentar o que vem contra ele com 20.000? 32 De fato, se ele vê que não consegue, envia um grupo de embaixadores e propõe um acordo de paz, enquanto o outro ainda está longe.(…)

Este pensamento elevado sobre moral e reputação é singular, Jesus Cristo sendo Mestre Espiritual nos apresenta um ponto de vista universal sobre um homem verdadeiramente sábio de modo prático. Todavia, Jesus vai além, quando de forma didática nos explica alguns aspectos da sua sabedoria divina, especialmente o fato de que um homem sábio deve levar em conta o que os outros pensam sobre ele, isto requer sobretudo humildade mental, e a capacidade de prever o fracasso em vários campos da vida prática.

Mas o que dizer de Jesus como pensador? Jesus também nos deixou muitos conceitos filosóficos que são de fato imutáveis. No campo das ideias, Jesus nos ensina magistralmente que é na mente que tudo acontece. O pensamento gera atitudes, por isso mais uma vez, segundo esta ótica em discussão, devemos controlar a nós mesmos, a começar pelas ideais, pelo exercício do pensamento.

(…) Mas eu lhes digo que todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de sentir paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.(…)

Jesus é visto hoje como um grande psicólogo, pelo fato de ter percebido, antes da psicologia, o que há por trás das intenções. Nesta sua tese, onde ele afirma que o desejo é mais importante que a ação em si, tudo isso revela o quanto a alma humana é falível.

Não importa o que somos publicamente, nossa verdadeira personalidade reside na mente, nas ideias, no pensamento. Só depois vieram tantos teóricos para formular isso com estudo definitivo. O homem é o que pensa, como é também o que come. Será?

(…) Não é o que entra pela boca do homem que o torna impuro, mas é o que sai da boca que o torna impuro.(…)

Jesus foi livre todo o tempo em que viveu entre os homens, mesmo sendo perseguido, ele não tinha receio de ferir ninguém, especialmente se fosse necessário falar a verdade. Muito semelhante com o pensamento e vida de Sócrates. Há, contudo, uma diferença imensa entre os dois. Um (Jesus) é sobretudo divino, e sempre atribuiu a sua sabedoria ao poder de Deus, desta forma se mostrou mais humilde que Sócrates, que nunca atribuiu o que sabia a nenhuma entidade espiritual.

(…)Ninguém faz o mal voluntariamente.(…)

Esta máxima de Sócrates deve ser invertida, visto que ele nada escreveu, ela não condiz com a sua sabedoria sobre o ser humano. Platão e a tradição grega foi quem cunharam a ideia aqui explícita. Penso que ele diria justamente o contrário. O homem, segundo Jesus, pode sim desenvolver na mente o desejo de cometer um crime, um ato contra a lei, assim ele pode praticar o mal deliberadamente, por livre escolha.

(...)Já é hora de irmos. Eu para a morte, vocês para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo? Isso é segredo. Exceto para Deus.(…)

Mas Sócrates, como todo homem, tinha suas dúvidas sobre a existência do divino. A frase acima revela que ele de fato podia dizer, “Só sei que nada sei.”

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