o carcereiro e o prisioneiro – novo livro de evan do carmo

PRIMEIRO CAPÍTULO

Um homem foi preso, julgado e levado para cumprir prisão perpétua, em um presídio federal. A culpa não seria discutida, pois a justiça já havia determinado sua pena. No entanto sempre há controvérsia sobre a razão da prisão e da pena tão longa. O que sabemos é que fora condenado por questões ideológicas. Por isso a justiça sempre será, nestes casos, subjetiva. Outra coisa que sabemos é que o homem tem idade entre 50 a 60 anos.

Ao chegar na prisão especial, o homem foi levado para sua cela. Antes, porém, foi apresentado ao carcereiro, ao homem que agora seria sua única companhia. O carcereiro foi gentil e amigável.

–Seja bem-vindo, aqui você será bem tratado, não costumamos maltratar nossos prisioneiros.

–Obrigado, mas não sei o que dizer sobre isso. Sou inocente. Contudo fui condenado à prisão perpétua.

–Calma, logo vai perceber que esta questão de inocente ou culpado é só um ponto de vista.

O prisioneiro consente com a cabeça e entra na cela. O Carcereiro fecha a porta e sai sem dizer mais nada.

A noite foi longa, o homem preso não dormiu um minuto se quer. Teve pesadelos horríveis, onde era torturado pelo gentil carcereiro. No entanto ao levantar, enquanto escovava os dentes no pequeno banheiro, ouviu alguém bater na porta.

–Bom dia – disse a voz de quem batia na porta.

–Já vou – responde o prisioneiro.

–Trouxe o seu café, isso não é comum, mas pediram-me para trazer, pessoalmente o seu café, acho que é bônus de boas-vindas.

–Obrigado, realmente eu não esperava por isso. Deve ser mesmo alguém pagando alguma promessa, nunca vi falar que mesmo em uma prisão especial houvesse um tratamento desta natureza. Isso me fez lembrar de algo que li, faz algum tempo, sobre como alguém poderia suportar a pressão, o peso de uma prisão perpétua.

–Então o que leu? Perguntou o carcereiro demonstrando muito interesse na resposta do prisioneiro.

–Tolice. Diz o prisioneiro, com um breve sorriso imprevisto. Não era hora de contar piadas, sobretudo não tinha intimidade necessária para isso. Então se senta na cama e toma seu café reforçado, um tanto incomum, se tratando de um prisioneiro político. O carcereiro vai embora sem insistir para saber a resposta, entendeu o silêncio e a discrição do prisioneiro novato.

Eram sete horas da manhã, e o prisioneiro, depois do café, só pensava em o que iria fazer durante o dia todo, em uma cela de 4 metros e um pequeno banheiro. Sem TV ou rádio, sem nenhum livro. Como ocupar a mente para não enlouquecer?

Fim do primeiro capítulo… Aguardem lançamento..

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3 comentários em “o carcereiro e o prisioneiro – novo livro de evan do carmo”

  1. Que instigante o primeiro capítulo. O livro já foi concluído? Gostaria de adquiri-lo. Li, com a curiosidade que o conteúdo me despertou. Bacana! Gosto de enigmas, mistérios… Parabéns, obrigada!

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