Religião se discute.

Há quem diga que não se deve discutir ou dar opinião sobre religião. Estes tratam a religião, sobretudo atualmente, como um tema sensível. Penso diferente, não tenho dificuldade para falar sobre este tema. Pergunto: O que houve com a fé, com a religiosidade dos brasileiros? Nos últimos anos, talvez por um efeito ainda não estudado da pandemia, o fato é que as pessoas se tornaram mais apaixonadas, mais intolerantes, mais donas da verdade, ou de uma mentira bem propagada, quando o assunto é religião.

Grande parte das pessoas que foram aliciadas, atraídas e enganadas por falsos pastores, e até por um falso Messias, são pessoas crédulas, gente honesta, que sempre cultivou o conceito patriarcal, diria até tribal, de que se deve honrar, ouvir e obedecer o líder religioso, seja ele padre, pastor ou rabino, líderes de que qualquer segmento espiritual. No entanto, o que aconteceu no Brasil foi a revelação da hipocrisia religiosa, que sempre foi maquiada por discursos moralistas. Contudo, os argutos, pessoas mais esclarecidas sempre souberam da ligação desses líderes com o sistema político, e até com as guerras, mas o povo não se preocupava em pesquisar a vida desses homens, que hoje na verdade são conhecidos como pessoas influentes no meio político, são verdadeiras celebridades.

Revelou-se então a verdadeira face da religião, sobretudo da evangélica, dessa parte que aceitou se envolver na lama da corrupção política atual. Criaram facções, milícias transvestidas de crença religiosa, construíram até um mito, uma mentira em cima da cláusula pétrea da verdade. Exemplo: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Quem cunhou esta frase máxima em sabedoria espiritual sabia aplicá-la em um contexto ideal, justo. Foi o mesmo autor da frase: “Pelas obras conhecereis os homens.”

Que lição estas pessoas, que hoje sabem que foram enganadas, podem tirar de tudo isso? Devem abrir os olhos, pesquisar a origem das crenças, verificar se os líderes vivem de forma coerente com aquilo que pregam. A verdade pode de fato libertar as pessoas, desde que elas tenham capacidade de reconhecê-la, nas palavras e nas ações dos homens que se dizem portadores dela.

Evan do Carmo

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