Arquivo da categoria: Artigo

NOSSO CASO DE AMOR-CIFRA\ e playback – Evan do Carmo

A                 C#m           D             E

E assim se deu no nosso caso de amor

A                 C#m           D             E

E assim se deu no nosso caso de amor

F#m                              F#m7+        D       A\C#

A minha vida quadro cinza na parede
BM              E               A
Agora um arco-íris se pintou

A                 C#m           D             E


E assim se deu no nosso caso de amor

A                 C#m           D             E

E assim se deu no nosso caso de amor

F#m                              F#m7+        D       A\C#

Ao se lado o mundo se transforma

     Bm        Bm\A               E

Contornos viram formas desenhos

             A

De assa e flor
A                 C#m           D             E

E assim se deu no nosso caso de amor

A                 C#m           D             E

E assim se deu no nosso caso de amor

F#m                              F#m7+        D       A\C#

Nos seus braços a vida fica rosa

Bm

Meu verso vira prosa

E                     A

Não leio mais Rimbaud

A                 C#m           D             E

E assim se deu no nosso caso de amor

A                 C#m           D             E

E assim se deu no nosso caso de amor

F#m                                 F#m7+                    D       A\C#

Quando você fica sem pressa e sem razão

Bm                 Bm\A      E

O amargo do café se adocica

D                  E                 A

Como   um caramelo de paixão

A                 C#m           D             E

E assim se deu no nosso caso de amor

A                 C#m           D             E

E assim se deu no nosso caso de amor

Moisés e Aquiles

Ensaio sobre Moisés e Aquiles.

Por que esta disparidade entre um povo e outro? O que faz parecer a uma nação, que ela seja superior a outra? Se é do senso comum que Deus criou os homens que hoje habitam a face da terra, da mesma essência, do mesmo barro?

É deste pensamento de supremacia que surgem as guerras, os conflitos mais absurdos, que pretendem separar tribos e etnias diferentes nos costumes que psicologicamente não possuem nenhuma superioridade visível. Há que admitir que alguns povos tiveram de fato acesso à educação, ao passo que outros continuam excluídos, mas não podem dizer que por isso sejam por natureza superiores a outros. Veja por exemplo, a noção de liberdade que há entre o povo grego,  querendo ou não os romanos, são eles, os gregos, o povo mais avançado no que tange à cultura, às artes como um todo. Sem levar em conta que Homero não possa vir a público e dizer qual é de fato a sua pátria, foram os gregos que o pegaram e o adotaram como o maior homem de cultura, que sem dúvida influenciou o mundo ocidental.

Que dizer de Sócrates? Mesmo Platão, com sua doutrina do eterno retorno das almas e com seus discursos plagiados do seu Mestre-mor, são de fato reconhecidos como cultura obrigatória para todo o mundo. Então, concernente aos judeus, é de se entender seu orgulho, pois que nação foi capaz de produzir tamanha teologia monoteísta, que povo foi tão protegido por seu Deus supremo como foram os judeus em sua epopeia incomparável? Imaginem o que isto produziu no escopo psicológico deste povo magnífico. Claro que esta postura de alta nobreza tem explicação plausível. Um povo que passou de escravo a senhor de modo milagroso e espetacular, como foi o resgate através do mar vermelho, sobre o comando divino às mãos de um líder humano, de força moral e pulso de um deus.

Moisés descansa nos anais da história como o maior líder que já existiu. Nenhum Aquiles ou outro herói qualquer, nem mesmo os deuses do Olimpo, que não se entendiam entre si, não raro demonstrando qualidades e vícios humanos, não serão nunca capazes de superar aquele que, não era deus, mas falava e representava diante do seu povo a força de um Deus, que não precisava aparecer aos mortais para comandá-los. É aí que reside justamente esta percepção superior, ante outras nações, sobretudo aos gregos, que, concernente aos seus deuses não se sabe se são deuses ou homens, que se sentiam superiores. Portanto, são só os judeus que apresentam de modo mais coerente a influência divina sobre suas magníficas conquistas territoriais.

Há um símbolo que representa de maneira irrefutável a origem do ideal de supremacia judaica, sobretudo no que tange à nação grega, que é sem dúvida o seu maior e único herói, Aquiles. Isso, portanto, se deve ao fato de que ele “seja de origem híbrida,” filho de uma deusa e de um mortal. Comparando Aquiles a Moisés, que não se portou como um deus nem mesmo como um guerreiro implacável e justiceiro; é gritante portanto, a diferença moral entre um e outro, ao passo que Aquiles, um semideus teve que partir para o confronto armado, direto contra seus inimigos, conduzido por um sentimento nada nobre, a ira, com objetivo de vingança para remir o sangue de um homem, Pátroclo, seu maior amigo.

É por isso que não se pode dizer que sua causa de luta tenha sido movida por patriotismo ou para defender uma ideologia divina, como fora no caso de Moisés. Moisés, um homem de origem natural, filho apenas de um homem e de uma mulher, embora seja ele chamado de príncipe do Egito, e por isso poderia também, se quisesse, se comportar como um semideus, fora na verdade um simples pastor de ovelhas. Depois que foge para não ser morto às mãos de sua própria gente, os egípcios, uma vez que fora criado como filho da filha de faraó. Moisés depois de receber uma ordem divina dos lábios do próprio Jeová, se porta como alguém menor e diz que não tem qualificação oratória para convencer o todo-poderoso Faraó, para que liberte o povo judeu.

Depois de ser convencido por Deus, de que não precisaria lutar, que apenas devia confiar nas palavras do seu Deus e dos seus antepassados, Abrão, Izaque e Jacó, parte para aquela que seria a maior vitória vencida sem a força das espadas. Portanto, reside aí toda revelação possível para se compreender a distância entre um herói e outro, embora tenha sido Moisés quem conduzira o povo, o mérito foi atribuído apenas ao poder de Deus, através das dez pragas e da abertura do mar vermelho, evento este que até hoje não se repetiu na história nem tampouco na literatura.

Os dois heróis são forjados de essências bem distintas: Um foi levantado para resgatar uma nação das mãos da tirania escravagista, e o outro foi despertado por sentimentos comuns apenas aos mortais, que é a ira e a vingança. Qual fora o motivo da guerra dos gregos contra os troianos? Aquiles entra em um combate de terceiros, tendo em vista o motivo que levou os gregos a lutarem contra os troianos: o rapto de Helena esposa do rei de Esparta, Menelau, por Páris, filho do rei Príamo, de Troia.

 

O que temos para comemorar em 2015?

final-de-ano-2014Por que isto ocorre em todas as culturas? A história dos calendários revela que, como outras ciências comuns, esta também foi inventada pelos homens. Precisamos da invariável contagem do tempo para nos posicionar no meio do caos, em um minúsculo planeta, até então conhecido como o único com vida inteligente.

Inventamos este calendário e dentro dele nos movemos, para cima e para baixo, para esquerda e para direita, para o passado e para o futuro. Temos como referência, dias e meses e anos, horas e minutos, para manter nossa lucidez material. Contudo, temos algo mais valioso: o nosso pensamento, e com ele podemos nos deslocar para outra esfera, sair do mundo físico e encontrar respostas que nos garantam a lucides espiritual.

Foi pensando na condição miserável dos homens que não compreendem este fato, que a vida inteligente transcende toda nossa ilusão de vida longa, de vida satisfatória, de 70 e 80 anos, por isso sou instruído a dizer algumas palavras sobre nossa ideia de evolução humana, percebida até hoje, neste magnifico lar terrestre.

Homens e mulheres de fé puderam contemplar outro universo, outra forma de vida, outra experiência numa convivência cósmica e pacífica. Nós também devemos conceber com equilíbrio, a ideia de vida eterna, de verdadeira vida neste planeta, como espécie, pois a inteligência humana, o dom de Deus dado aos homens pode possibilitar esta grande “utopia dos céticos materialistas.”

Estamos destruindo o planeta, a base para o grande propósito divino, vida sem fim. Nossa conduta social tem se revelado mais nociva do que o instinto predatório e de sobrevivência entre os animais. Somos a única espécie inteligente que destrói sua própria casa, e que também mata sem razão lógica seu semelhante.

Então, sinceramente meus caros irmãos, o que temos para comemorar por mais este ano de insanidade desumana que vivenciamos pelo mundo? Terror e desastres ambientais, violência doméstica, e corrupção pública, destruição dos sistemas políticos que garantiam alguma medida de paz?

Não! Não temos nada a comemorar de consecuções positivas neste 2015, apenas o retrocesso que fomos capazes de produzir neste imaginário espaço de dose meses, de 365 dias. Todavia, a reflexão que indico não será acatada por muitos. Em uma população de quase oito bilhões de pessoas, poucos são ainda capazes de perceber o tamanho do abismo para o qual caminhamos cegamente, e que nos espera em breve tempo. Perdemos a consciência e o objetivo da vida, vivemos empurrados de um lado para outro conforme a variação do nosso egoísmo.

O homem é fruto do meio?

14068234_516975758472764_562322466862418037_n
Evan do Carmo

O homem é fruto do meio, isto segundo O DETERMINISMO FREUDIANO, então ele não tem domínio sobre seu Livre-arbítrio, não consegue vencer as circunstâncias de onde vive. Essa ideia pode ser lógica para o senso comum, pela sua simplicidade cognitiva, ou para os homens comuns. Todavia, creio que reside aqui a mesma ideia das castas indianas, onde o devoto acredita que não deve buscar a superação, mudar o status quo.

Contudo, numa visão mais consciente, e, sobretudo mais de acordo com a nossa capacidade natural de buscar a luz do sol, como se busca o crescimento espiritual, o homem pode sim mudar, por meio da livre escolha, as circunstâncias podem influir na maneira de reagir, mas não determinará o futuro, uma vez que o homem é o único ser na natureza que pode decidir para que rumo caminhar.

É esta condição HUMANA que nos diferencia dos outros animais, somos inteligentes, podemos escolher e até prever as consequências de nossas escolhas. Logo a teoria do respeitável doutor Freud, cai por terra. SE É QUE É DELE MESMO, HÁ QUEM DIGA QUE ESTA MÁXIMA PERTENCE A SARTRE  OU A MARX.

Temos os arquétipos que corroboram com essa tese, o homem não é fruto do meio, senão não teríamos os Cristos, os Mandelas, os Lulas, Obamas e outros mais.

UM POEMA DO MESMO AUTOR

FREUD.

Pobre Freud, em tese, explicou que Deus é criação do homem, pois a miséria cruel do seu destino lhe precipitou em um abismo.


A relação com um pai mortal, muitas vezes conturbada

e ausente inspirou-o a criar um pai supremo, onipresente e eterno, capaz de lhe restituir a glória existencial em outro plano ou sistema mais ideal ou perfeito.

Pobre Freud, nada sabia sobre a expressão:

 “Tu és pó e ao pó voltarás.”


Toda forma de expressão que agregue a metafísica, seja ela capitalista ou filantrópica tem muito que ver com o desespero do espírito humano e mortal, buscando reverter tal sentença cruel, que não poderia ser proferida por um ser inteligente e moralmente generoso.


Freud talvez se esquecera de tomar emprestado de Baruch Espinoza, uma ideia mais avançada, para delimitar aquilo que não se limita.

POEMA DO LIVRO OBRA POÉTICA, 440 POEMAS, PODE SER ACHADO NAS MELHORES LOJAS DO MUNDO…