COMO SER UM ESCRITOR

Você só será um escritor de fato, um escritor de verdade, capaz de causar todo tipo de reação ao leitor, como dor, sofrimento, raiva, desespero, prazer e riso, quando for capaz de escrever tudo que pensa de si mesmo, dos outros e do mundo.

Quando for capaz de escrever tudo que viveu, tudo que se lembra dos sonhos e desejos abortados, quando for além da barreira da razão, do fantástico, do imoral, do perigo, do impróprio, e do absurdo, só então poderá se considerar um escritor.

Caso contrário será apenas um aprendiz, um sonhador, no máximo um jornalista, cronista medíocre da vida real.

Algo que pode embasar minha tese, leia com atenção de quem quer ser um escritor, 3 obras elevantes da literatura mundial.

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Dom Quixote

Elogio a Loucura de Nietzsche 

Evan do Carmo 18/02/22

Sinopse do livro novo.

Sinopse do livro novo.

Intenciono escrever um livro, um romance, onde discutirei temas atuais e relevantes para a sociedade, temas como racismo, feminismo, vida de artista, o lugar da mulher em vários contextos – familiar e profissional. Também a pandemia, o estresse do isolamento, contexto histórico, sócio-político, etc.

Tenho já traçado o enredo, algumas personagens já definidas, creio que este será meu primeiro romance a ser pensado antes de vir à luz. Tenho escrito outros livros, mas todos até hoje foram escritos de forma intuitiva, muito visceral.  Dessa vez tenho em mente, organizado, o que pretendo alcançar com esta obra.

Penso que é chegada a maturidade literária, usarei tudo que tenho acumulado de experiência, tanto vivida quanto observada para produzir um livro que seja de fácil acesso a todo tipo de leitor. Nada das grandes digressões filosóficas que tenho inserido nos meus romances.

Os protagonistas serão os membros de uma família de classe média. Marido, um jornalista e músico, escritor de 45 anos. A esposa, uma mulher negra de 35. Jornalista chefe de redação de um grande jornal.

O casal tem um filho de 5 anos. O cenário será este atual, pandemia, e todas as dificuldades vividas por pessoas reais. Falta de emprego, inflação, desvalorização da pessoa humana, sobretudo por líderes governamentais.

O estresse na relação do casal, se dará pela rotina a eles exposta. As inquietações quanto ao futuro, o enfraquecimento da democracia no Brasil e no mundo… Temas como esses serão trazidos à voga, por isso, o casal escolhido, para que tenham franqueza ao discutir tais assuntos tão importantes para nossa vida atual.

PRIMEIRO CAPÍTULO

Primeira cena:

Na cozinha, o marido faz o jantar. Distraído e escutando música com fones de ouvido.  É jazz, a música que escuta, por isso não percebe a esposa chegar. Ela abre a porta e vai até a cozinha.

-Boa noite, meu amor- diz a esposa de modo meigo, depois beija o marido, mas demostrando bastante cansaço.

Marido: Boa noite, morena linda, como foi seu dia? Parece cansada, vá tomar seu banho enquanto eu termino de fazer o jantar. Hoje temos risoto de cogumelos. E vinho, afinal hoje é sexta feira. A esposa beija o marido outra vez e lhe envia um sorriso de gratidão com o olhar.

No banheiro:

A mulher tira a roupa e entra na banheira que já estava preparada pelo marido, que a esperava com boas intenções românticas, era sexta-feira, dia em que o casal costumava fazer uma farrinha. O filho já estava dormindo, pois o pai tinha tudo sob controle, havia deixado o filho na piscina durante a tarde, por isso o garoto caíra na cama logo ao anoitecer.

O leitor pode imaginar que a cena na banheira devia ser mais explorada, sobretudo a sensualidade da mulher negra e muito bela, na flor da maturidade física. Talvez deseje que o marido vá ao seu encontro, e que entre na banheira e faça amor com uma mulher linda, porém cansada. Contudo, trata-se de um cavalheiro, um artista muito sensível, e sobretudo bom companheiro.

Logo a esposa chega na sala de jantar, vestida com um roupão de seda bege, cheirosa e relaxada. A mesa está posta, o marido vai na adega e pega um vinho, era costume desfrutar de boa comida, sempre feita pelo marido e acompanhados de um bom vinho chileno.

Esposa:

 Hum, que risoto cheiroso. Estou morta de fome, o dia foi puxado – não almocei, só tomei café o dia todo.

Marido:

Você vai acabar arrumando uma gastrite. Você trabalha de mais, este seu chefe explora sua boa disposição. Um dia, se quiser pode deixar este emprego, arrumar um jornal menor, ou mesmo uma TV, você é muito competente, devia sair do jornal, é muito puxado.

Esposa:

Talvez tenha razão, mas agora isso é impossível, nunca a imprensa foi tão necessária para esclarecer a sociedade sobre a pandemia. Você está sabendo?

Marido: o que?

Esposa:

A ocupação das UTIS está chegando aos 100%, o governo está contratando mais servidores da saúde, também vai construir vários hospitais de campanha para desafogar o sistema público.

Marido:

É, eu vi na TV, meio-dia, mas você sabe que estas medidas são paliativas, não resolvem o problema, o que vai resolver mesmo vai ser a vacina, quando pelo menos 70 % da população for vacinada.

Esposa:

Vacina, vacina sim. Mas nem a vacina chega a tempo, nem o povo adere a ela de forma plena, apenas uma parte da população tem consciência do valor e da eficácia da vacina. Sabia que até mesmo colegas meus fazem parte do gado, dos alienados que trabalham contra a ciência e o bom senso? Estou falando demais, vamos tentar relaxar, esquecer um pouco o mundo lá fora, toda esta estupidez humana – me conta você, como foi seu dia?

Marido:

Normal, a mesma rotina, você sabe. Mas fiz uma nova canção, deixe eu te mostrar. Como quer ouvir? Já fiz uma gravação só com o violão, espera, vou pôr no som.

O marido, empolgado com o interesse da esposa, pega o celular e acessa seu canal no youtube e toca a música.

MULHER

Mulher, você sabe dizer a coisa certa

Com uma palavra me desperta

Para um novo amanhã.

Mulher, você sabe fazer a coisa certa

Determinada e discreta toma sua posição.

Mulher, você que organiza minha vida

Me dá paz, me dá guarida

Neste imenso coração.

Mulher, você que sempre esquece as desavenças

Não discute as minhas crenças

Sempre dá o seu perdão.

Mulher, você que sempre está junto ao meu lado

A caminhar de braços dados, numa mesma direção.

Eu sem você sou rancho velho abandonado

Terra infértil, chão cansado

Não produzo mais o pão.

Fim da canção.

Marido:

O que achou? Seja franca.

Esposa:

Achei machista, não toda.  Têm partes muito boas, mas esta estrofe que diz que a mulher não discute suas crenças, anda na mesma direção, sempre perdoa, achei de fato fora do tempo em que vivemos. Desculpa, mas você pediu minha opinião.

Marido:

Será? Já ouvi isso hoje de duas pessoas. Primeiro foi de um maestro, amigo das antigas. Hoje ele é casado com uma cantora feminista, o curioso é que ele disse a mesma coisa que você. O outro foi meu amigo Paulo Betti, perguntei se o poema era machista, ele riu e disse que era lindo, porém um pouco fora do discurso atual.

Esposa:

É, o mundo mudou bastante nestes últimos anos, é claro que tem toda uma beleza da mulher ideal, talvez no seu inconsciente seja esta, a mulher que você deseja ter, organizada, dona do lar, mãe presente, e esposa submissa. Será que é isso?

Marido:

Não pensei nisso, ainda. A poesia vem e eu escrevo, não foi pensada em que contexto histórico e social ela se enquadraria, mas é um assunto para uma reflexão, não sei se vou mexer no poema, mas acredito que você tenha um pouquinho de razão, afinal, a medir por você, esta canção não lhe serviria. É você quem trabalha fora, hoje é quem banca todas as despesas da casa, a miséria que eu ganho com venda de livros e das plataformas de música não daria nem para o vinho que tomo. Sou como muitos artistas, sobretudo agora nestes dois anos de pandemia, pessoa descartável. Estou fora do mercado, aliás sou apenas consumidor não produzo nada de essencial, a arte neste país nunca foi tão desvalorizada.

A propósito, hoje recusei um convite para tocar numa casa na Asa Norte, aquela, Encanto das Artes, disse para o gerente que me ligou, que eu não podia atender seu pedido, a taxa de transmissão está muito alta, ainda morrem mais de mil pessoas por dia, mesmo assim, parece, pelo menos para algumas pessoas que a vida já voltou ao normal, ao que era antes.

Esposa:

Não fique chateado, meu amor. Você é muito útil para mim e para seu filho, o que seria de nós sem você? Desde do início, quando dispensamos da Júlia, que cuidava da casa, tem sido você nosso salvador. Você não acha que o que faz por nossa família, enquanto eu trabalho é importante? Sem contar que você é o marido melhor do mundo, pelo menos eu acho.

Marido:

Só você acha, na verdade isso deve bastar. Vamos beber este resto de vinho, depois que se abre uma garrafa temos que consumir tudo ou jogar fora, vinho velho aberto não presta, eu li que pode fazer muito mal para a saúde.

Esposa?

Esta bem, eu nunca ouvi falar isso, mas quem entende de vinho aqui é você. Vamos beber tudo. Afinal como diz certo escritor, “hoje é sexta feira, está decretado.” Risos.

PARA ARNALDO JABOR

Arnaldo Jabor

Bolsonaro foi à Rússia, dizem os seus seguidores lunáticos que o mito foi conversar com Wladimir Putin, para ele parar com esta história de guerra com a Ucrânia. Ainda não foi sequer recebido pelo ditador europeu. Putin tem outras prioridades, como por exemplo evitar um colapso diplomático com metade do planeta.

Ele sabe que esta guerra anunciada mais por Joe Biden do que por ele, tem na verdade, um caráter especulatório, ninguém vai lucrar com a invasão da Ucrânia, só o Bolsonaro acha que indo a Rússia pode ganhar alguma coisa, enquanto o Brasil é desprestigiado por todo o mundo, pelas gafes, e sobretudo por sua incompetência em governar os brasileiros.

“Um Brasil para todos” sempre foi o lema da esquerda, enquanto governava este pais, agora temos um fantoche na cadeira de presidente que pensa que o Brasil é o cercadinho do planalto, onde ele recebe meia dúzia de idiotas, que param para lhe ouvir, e riem das suas asneiras matinais.

J. B. Pontes

ode ao ciúme

Quem pode resumir em um texto ou em um livro, ou num poema, as nuances do ciúme?

É preciso ser um gênio da ficção para compor uma ode ao ciúme, ou como eu, ser vítima dessa áspide venenosa e cruel.

O que é o ciúme? Ninguém ainda consegue explicar, como seres humanos, talvez nos seja permitido apenas experimentar suas mil e uma facetas ou manifestações. O ciumento não sabe controlar seu ciúme, pois age com o instinto animal que ainda preserva nas veias, no sangue ancestral.

O desejo de dominar o outro é mais severo entre os ciumentos, eles querem ter o controle total da relação. Qualquer distração do seu parceiro é para ele causa de desconfiança, na verdade, segundo o ciumento, se a atenção folgar por horas ou dias, caso não seja valorizada constantemente, lhe dá motivo, certeza de que está sendo traído, deixado de lado, os sentimentos dos outros não tem importância.  O ciumento talvez alegue que age assim por amor.

Sobre o amor, dizem que quem ama cuida, quem ama perdoar, quem ama aceita, quem ama não limita, quem ama acredita, dá segunda chance.
Tudo mentira. Quem ama escraviza, domina, ignora o desejo do outro, quer sempre ser visto e aceito em primeiro lugar, acredita firmemente no direito de posse, esta é de fato a forma humana de amar.

A forma perfeita de amar não é possível aos seres humanos, pois no amor perfeito não há cobrança, nem exigências, o amor perfeito não limita nem condiciona o objeto amado.

O amor que desejo amar é livre, perfeito, sem hipocrisia ou condição, este amor que idealizo é uma utopia. Nem mesmo Deus, no contexto teológico cristão ama dessa forma, pois há uma condição. Os que não se curvam às suas leis, no final, no dia do juízo, serão desprezados, condenados, esquecidos, banidos de sua filiação.

Talvez a definição de Paulo, em sua primeira carta aos coríntios, cap. 13:4-8 se aproxime desse amor perfeito, contudo o resto da doutrina esqueceu esta parte, mas foi um bom começo para iluminar esta forma de amor que almejo.

Evan do Carmo.

A sanha dos militares pelo poder político – As trapalhadas da proclamação da República

A família real, de fato, já vinha sofrendo desgastes políticos desde 1870, fato agravado pelo descontentamento da aristocracia rural pela Abolição da escravidão que, equivocadamente, foi atribuída à Princesa Izabel. É certo, também, que os ideais republicanos excitava o ânimo dos intelectuais e dos universitários, ideais esses que, em verdade, nunca foram seguidos no Brasil.

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A Irresponsabilidade Fiscal de Bolsonaro

O desespero pelos ínfimos índices de intenção de votos está levando Bolsonaro a praticar uma irresponsabilidade fiscal sem precedentes, capaz de provocar, segundo os especialistas, um rombo nas contas públicas da ordem de R$ 100,0 bilhões, fato que causará, sem dúvida, uma gigantesca herança maldita para os cofres públicos no futuro.
Depois de ter, durante os mais de três anos de seu desgoverno, levado a economia, o próprio governo e a população a enfrentar tempos dificílimos, Bolsonaro agora, a poucos meses das eleições, resolveu abrir os cofres e gastar até mesmo o que não temos, numa tentativa desesperada de frear a sua rejeição.
É certo que o seu “posto Ipiranga”, Paulo Guedes, Ministro da Economia, já não manda mais nada, perdendo poder para as alas políticas que vêm dando sustentação ao seu desgoverno – leia-se: o Centrão. E benesses são distribuídas para vários segmentos da sociedade eleitoralmente relevantes – professores, polícias, caminhoneiros, população carente… Essas providências seriam bem vindas, se fossem cancelados gastos de outras despesas desnecessárias constantes do orçamento 2022, a exemplo das emendas de relator – RP9, dos excessivos gastos com a campanha eleitoral, entre outras.
Redução de tributos, subsídios e benesses desmedidas estão levando os especialistas em contas públicas, o Ministério da Economia, o Banco Central e o “deus mercado” a uma verdadeira polvorosa, diante da demonstração clara de que o desgoverno Bolsonaro, em desespero frente à realidade eleitoral que lhe é francamente desfavorável, está jogando para o alto os compromissos com as regras fiscais estabelecidas.
Não satisfeito com os recursos liberados pelo parcelamento de dívidas promovido pela PEC dos Precatórios, que liberou recursos da ordem de R$ 40,0 bilhões para gastos neste ano de eleição, Bolsonaro patrocina agora outras PECs – denominadas “kamikazes” – em alusão aos pilotos japoneses que se lançavam com os seus aviões sobre os navios inimigos –, que objetivam dar autorização ao governo para reduzir impostos, especialmente sobre gás, diesel e energia elétrica.
Especialistas advertem que os recentes movimentos no câmbio e na bolsa de valores estão a demonstrar a perda de credibilidade do atual desgoverno junto ao “deus mercado” e aos investidores, elementos que tão zelosamente perseguidos pelo Ministro da Economia.
No vale tudo pela reeleição, não existe mais teto de gastos e o orçamento virou só um instrumento que pode ser ajustado ao sabor dos interesses do atual desgoverno, numa tentativa desesperada para assegurar a sua reeleição.
E, após a farra das eleições, tempos mais difíceis nos esperam…

Por J. B. Pontes (*)

(*) Advogado, Geólogo e Escritor

UMA PROSA SOBRE FERNANDO PESSOA

Fernando Pessoa foi um lunático, visionário, sem dúvida um esquizofrênico consciente, inofensivo e adorável. Homem subterrâneo, viveu isolado, entre aquilo que ele era e aquilo que desejava ser. Tinha, como eu, todos os sonhos do mundo. Não se achava especial, apenas superior a todos os seus contemporâneos.

Para suportar o peso do mundo inventou outros mundos, outro universo, onde ele podia facilmente se livrar do mundo real, ou pelo menos daquele opressivo em que todos vivem, onde se acham normais, pessoas comuns que se casam, têm filhos, bebem e fornicam, sem muita preocupação com arte ou metafisica.

Fernando não teve um grande amor, pelo menos não foi correspondido, por isso achava que o amor era uma perda de tempo, uma ilusão que causa muito sofrimento e dor.

Eu sou visionário, como ele, mas tenho um amor correspondido, tive filhos, publiquei mais que ele em vida. Tenho bons e maus hábitos, similares aos dele. Gosto de vinho, de café e de solidão para pensar e escrever. Sou músico, ele não foi. Vivo em uma época fascinante com muitas facilidades e distrações que poderiam muito bem me desviar do meu objetivo cósmico-divino, e com isso me diminuir, no que diz respeito ao talento do qual fui dotado. Tenho a obrigação, assim como ele de contribuir com a evolução da humanidade, no que tange ao desenvolvido cultural e espiritual do homem.

Portanto, não isento-me dessa responsabilidade, cada artista deve entender qual é sua missão, seu papel no mundo.

Não se faz necessário ser erudito, estudar em grandes faculdade, coisa que Fernando não fez, ora por não desejar isso, ora por não corresponder aos critérios exigidos na sua época. Ele poderia ter se formado em letras, mas percebeu que sabia muito mais do que seus instrutores, foi isso que lhe permitiu produzir tanto, pois sua formação intelectual era algo incomum para qualquer mortal, ele já tinha ajuntado todo cabedal de conhecimento suficiente para compor sua obra. Este conhecimento oriundo dos livros, os quais ele lia com uma velocidade espantosa. Chegou ao ponto de dizer que não havia mais nada de interessante para ler, foi quando percebeu que era hora de observar mais a natureza e as atitudes dos homens, para completar sua magistral obra.

Eu penso assim como ele, que já li tudo que valia a pena, rejeitei, como ele a instrução formal de uma faculdade de jornalismo, onde aprendi algo muito significativo, o que é estudar. É saber ler, saber escolher o que ler… Abandonei, como ele a faculdade para me dedicar ao meu oficio, escrever, produzir conhecimento.

Fernando teve muita preocupação com o mito; leia-se Deus, religião, espiritualidade, às vezes ia muito fundo nesta busca, outra hora retrocedia e negava tudo, mesmo que por intermédio de outros, com seus heterônimos. A verdade é que ele mesmo não cria em nada além da vida, e muitas vezes duvidou de que a vida de fato fosse real, se perdia em delírios de que a vida devia ser uma grande ilusão.

De qualquer forma ele foi único a definir o mito, de forma poética e filosófica resumiu o mito e toda metafisica em uma frase: “O Mito é um nada que é tudo.”

Fernando Pessoa, mesmo não crendo em metafísica, nem em vida em outro lugar, continua vivo, e escrevendo com a mente e as mãos de muitos autores em todo o mundo.

Quem mais escreveu com a sapiência e astúcia de Fernando Pessoas, foi José Saramago. Saramago deu sequência à obra dele, boa parte do que produziu teve influência direta da mente criativa de Fernando Pessoa. Se você não sabe do que estou falando, leia este livro do Saramago. O Ano da morte de Ricardo Reis, contudo só vai inferir completamente o que eu afirmo se for capaz de se aprofundar nas obras dos dois autores portugueses geniais.

Evan do Carmo

O Vergonhoso Orçamento do Centrão para 2022

A Lei Orçamentária Anual – LOA é o mais importante instrumento que consolida o planejamento estratégico do governo. É por meio do orçamento público (LOA) que se garantem os recursos (dotações) para o alcance dos objetivos traçados nos planos governamentais – programas e ações -, obedecendo as prioridades e metas neles traçadas, de forma a promover o bem estar da população.

              É na LOA que se estimam as receitas – dinheiro arrecadado dos contribuintes – e se definem para quais finalidades os recursos serão aplicados – as despesas a serem executadas em determinado exercício.

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Literatura e Notícias

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